Por que a adolescência pede um cuidado especial
A adolescência é uma das fases mais intensas da vida. O corpo muda, a identidade está em construção, as relações com a família se reorganizam, as amizades ganham novo peso — e, no meio de tudo isso, a escola, as redes sociais e as cobranças sobre o futuro. É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.
A terapia para adolescentes oferece algo que muitas vezes não existe em nenhum outro lugar da vida deles: um espaço próprio, de escuta sem julgamentos, onde podem falar abertamente sobre o que estão vivendo — ansiedade, insegurança, conflitos, tristeza, pressão — e aprender a lidar com isso.
Sou Ana Paula Breda Santos, psicóloga clínica (CRP 14/12069), e o atendimento de adolescentes é uma das minhas áreas de dedicação. O trabalho é feito com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), uma abordagem que ajuda o adolescente a entender o que sente, de onde isso vem e como responder de forma mais saudável — com estratégias concretas, não apenas conversa.
Sinais de que a terapia pode ajudar
Nem todo momento difícil da adolescência exige terapia — mas alguns sinais merecem atenção:
- Ansiedade — preocupações excessivas, medos, crises, sofrimento antes de provas ou situações sociais;
- Mudanças de comportamento — isolamento, irritabilidade constante, perda de interesse no que antes gostava;
- Autoestima — autocrítica intensa, insatisfação com a imagem, sensação de não ser bom o suficiente;
- Dificuldades nas relações — conflitos frequentes com a família, dificuldade de fazer ou manter amizades;
- Questões escolares — queda de rendimento ligada ao emocional, dificuldade de concentração;
- Tristeza persistente — desânimo prolongado, choro frequente, desesperança.
Se você, mãe, pai ou responsável, percebe algum desses sinais, buscar avaliação psicológica não é exagero — é cuidado. Quanto mais cedo o adolescente aprende a lidar com o que sente, mais recursos ele leva para a vida adulta.
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Primeira conversa
O início é uma conversa de acolhimento — com o adolescente e, quando adequado, com a família. É o momento de entender o que está acontecendo, explicar como a terapia funciona e alinhar expectativas. Muitos adolescentes chegam desconfiados e saem da primeira sessão aliviados por descobrir que o espaço é deles.
As sessões
Nas sessões, o adolescente é protagonista. Com a TCC, trabalhamos para identificar pensamentos que geram sofrimento ("todo mundo me julga", "eu não sou capaz", "nada vai dar certo"), compreender de onde eles vêm e testar, na vida real, formas diferentes de responder. A terapia deixa de ser algo abstrato e vira ferramenta para o dia a dia: escola, amizades, família, redes sociais.
O papel da família
A família participa na medida certa: há momentos de orientação aos pais sobre como apoiar o processo, sempre preservando o sigilo do que é dito em sessão. Esse equilíbrio — família envolvida, adolescente protegido — é o que permite que a terapia funcione de verdade.
Presencial ou online
O atendimento de adolescentes acontece presencialmente em Campo Grande–MS (consultório na Chácara Cachoeira) ou online, por videochamada, para qualquer lugar do Brasil. Muitos adolescentes se adaptam ao formato online com naturalidade — afinal, a videochamada já faz parte do mundo deles.
Perguntas frequentes
A partir de que idade o adolescente pode fazer terapia?
O atendimento psicológico de adolescentes geralmente abrange a faixa dos 12 aos 17 anos. Cada caso é avaliado na primeira conversa, considerando a demanda e o momento de desenvolvimento.
Os pais participam do processo?
Sim, na medida adequada. A família é parceira do processo: há momentos de orientação aos pais, sempre respeitando o sigilo e a confiança construída com o adolescente — esse equilíbrio é essencial para que ele se sinta seguro para falar.
O que é dito em sessão fica em sigilo, mesmo dos pais?
Sim. O sigilo é garantido pelo Código de Ética do Psicólogo e é a base para que o adolescente confie no processo. Os pais recebem orientações sobre o andamento geral, sem exposição do conteúdo das sessões — salvo situações de risco, que são manejadas com a família com responsabilidade.
Meu filho não quer fazer terapia. E agora?
A resistência inicial é comum e faz parte. Muitas vezes ela vem de receio de julgamento ou de não saber o que esperar. Uma primeira conversa, sem compromisso, costuma quebrar essa barreira — o adolescente percebe que a terapia é um espaço dele, não contra ele.
A terapia de adolescentes pode ser online?
Sim. O atendimento online de adolescentes segue os mesmos cuidados do presencial, incluindo o envolvimento da família. Muitos adolescentes se adaptam muito bem ao formato por videochamada.
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